terça-feira, maio 04, 2021

TJ-RS é vítima do ransomware REvil. Gangue pede U$ 5 milhões pelo resgate

 


                        Os sistemas do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJRS) foram comprometidos em um ataque cibernético na última quarta-feira (28/04), informou o órgão, pelo Twitter. Segundo o comunicado, publicado na rede social, os "sistemas de informática" do tribunal estão indisponíveis desde o dia do ocorrido.

 

                        "Estão sendo adotadas todas as medidas possíveis para o breve restabelecimento da normalidade, bem como para a identificação das causas e dos autores do ato criminoso. Para isso, equipes técnicas e o Núcleo de Inteligência do TJRS estão trabalhando, bem como está sendo solicitado apoio especializado do Conselho Nacional de Justiça na área", escreve o tribunal, na quarta-feira (28/04).

 

                        Seis dias depois: alguns serviços como o sistema de gestão interna (GRP Thema), a central de atendimento do departamento de informática e o sistema de medição e conciliação pelo CEJUSC (sistema Methis), já foram reestabelecidos. No entanto, ainda há processos paralisados e como o próprio tribunal diz: "pontuais instabilidades ainda podem acontecer".

 

                        Ransomware REVil

                        Antes do comunicado sobre o ataque cibernético, o órgão havia relatado "instabilidade dos sistemas de informática" no Twitter, às 11h33 do dia 28 de abril. "A equipe de segurança de sistemas orienta aos usuários internos a não acessarem os computadores de forma remota, nem se logarem nos computadores dentro da rede do TJ", escreve a publicação.

 

                        De acordo com o BleepingComputer, que recebeu capturas de tela de conversas entre funcionários do tribunal, o TJ-RS foi infectado com um ransomware REvil que criptografou dados do servidor e dos funcionários, interrompendo sistemas eletrônicos além de ter forçado o tribunal desligar sua rede, por precaução. Os cibercriminosos estão pedindo U$ 5 milhões (R$ 27 milhões) pelo resgate dos dados criptografados.

 

                        O grupo REvil, responsável pelo ransomware que atingiu o tribunal, oferece o malware no formato de Ransomware as a Service (RaaS). Ou seja, o malware pode ser "alugado" para outras pessoas, interessadas em comprometer determinada empresa. Após um ataque bem-sucedido, os desenvolvedores do REvil e a pessoa que alugou seus serviços dividem o valor do resgate.

 

                        Em depoimento ao G1, o desembargador Antonio Vinicius Silveira, do Conselho de Comunicação do TJ-RS, disse que o ataque é um dos mais sérios já vistos pelo tribunal do RS.

 

                        "A questão é muito grave. Nós nunca enfrentamos esse tipo de problema, nessa dimensão. Os sistemas foram invadidos e arquivos corrompidos e nós estamos ainda sob ataque, permanecemos sob ataque. Não temos segurança ainda para dizer quando podemos retomar a operação dos sistemas de forma normal", disse.

 

                        Na sexta-feira (30/04), a Polícia Civil foi a rede so TJ-RS, em Porto Alegre (RS) para começar a investigar o caso. Segundo o G1, o site do tribunal foi simplificado enquanto os técnicos realizam os testes e investigações, mas mesmo assim, ainda há muita instabilidade. "Cena de filme de terror", comenta Ricardo Breier, presidente da OAB/RS, em entrevista à RBS Notícias, telejornal local de Porto Alegre.

 

Fontes: TJ-RS; BleepingComputer; G1; G1.

terça-feira, abril 20, 2021

Ex-policial acusado de matar George Floyd é condenado à prisão

 

Ex-policial acusado de matar George Floyd é condenado à prisão

Decisão foi anunciada nesta 3ª feira

Derek Chauvin foi filmado estrangulando

O policial Derek Chauvin, indiciado pelo assassinato de George Floyd, em MinneapolisReprodução/Polícia de Minneapolis


     O ex-policial norte-americano Derek Chauvin foi condenado nesta 3ª feira (20.abr.2021) à prisão pela morte de George Floyd, durante uma abordagem, em maio de 2020.

     Chauvin foi acusado de três crimes e considerado culpado por 12 jurados. Ele respondeu às acusações de homicídio culposo; negligência ao assumir o risco de matar Floyd; e de causar a morte sem intenção, mas com ato perigoso, sem considerar a vida humana.

     A sentença ainda será anunciada.

     Os veredictos foram lidos um dia depois que os jurados começaram suas deliberações. Chauvin se recusou a depor no tribunal. 

     Depois de pronunciadas as decisões, o ex-policial foi algemado e escoltado para fora do tribunal.

     “Este caso é um ponto de viragem na história americana para a responsabilização da aplicação da lei e envia uma mensagem clara que esperamos que seja ouvida com clareza em cada cidade e cada estado”, disse Ben Crump, advogado da família de Floyd, em um comunicado.

     O julgamento de Chauvin começou em 8 de março de 2021 e foi concluído nesta 3ª (20.abr) em um tribunal de Minneapolis. A audiência dos outros três  outros policiais envolvidos na prisão de Floyd, Thomas Lane, J. Alexander Kueng e Tou Thao, está marcado para começar em agosto.

REPERCUSSÃO

     No centro de Mineápolis, uma multidão se reunião em um local conhecido como George Floyd Square, área próxima ao local de morte do ex-segurança.

     Namorada de Floyd, Courtney Ross, afirmou antes decisão que a condenação de Chauvin seria “talvez o epicentro da mudança”, disse.

O CASO

     George Floyd morreu em maio de 2020 depois de ter o pescoço pressionado pelo joelho do ex-policial Derek Chauvin e outros 3, em Mineápolis, por 9 minutos e 29 segundos. A polícia estava no local porque o ex-segurança negro, com 46 anos, teria tentado pagar uma conta em uma mercearia com uma nota falsa de US$ 20. Floyd não ofereceu resistência à abordagem dos agentes. 

O vídeo abaixo mostra o momento da abordagem.

https://youtu.be/k-ezpRkFe_s


quarta-feira, março 24, 2021

Condenado por cárcere privado e estupro


     Um homem foi condenado a 19 anos e meio de reclusão por ameaça, estupro e cárcere privado praticados contra a então companheira. Os crimes foram cometidos em julho e agosto do ano passado na região da Comarca de Porto Xavier. Sentença é da Juíza de Direito Alice Alecrim Bechara, substituta na Vara Judicial local.

     Denúncia e relatos na decisão indicam que o réu impediu a vítima de sair de casa por cerca de dois meses, tempo em que a forçava ao consumo de droga e a privava de alimentação regular. Para vigiar a companheira, o réu instalou câmeras na residência e corrompeu o celular dela para controlar ligações e mensagens.

     Na decisão, a juíza registrou que a mulher descrevera o cárcere como “insuportável”, e que não aguentaria mais quinze dias ser mantida em situação desumana. “Dentro de sua própria residência, privada de alimentação e sono, forçada ao consumo de drogas e satisfação da lascívia de seu companheiro, ora réu”, completou a julgadora.

     Segundo ela, o conjunto de provas “mostrou-se plenamente apta ao édito condenatório com relação ao crime de cárcere privado, lastreada na palavra firme, linear e coerente da vítima, corroborada pelos depoimentos das testemunhas e na prova documental e pericial produzida”.

     A situação foi desfeita após intervenção da polícia, acionada por iniciativa da mãe quando foi à delegacia denunciar a falta de informações sobre a filha.

     Em outro trecho da decisão, a Juíza analisa os elementos sobre o crime de estupro e destaca a “alta importância” que tem nesses crimes o depoimento da vítima. “Foi categórica ao declarar que foi constrangida pelo denunciado, mediante violência e intimidação com faca, a utilizar entorpecente (cocaína) e a com ele manter atos libidinosos e conjunção carnal”. A pena foi aumentada para esse crime porque resultou em gravidez.

     O réu está recolhido no Presídio Estadual de Santo Cristo.

     Cabe recurso da decisão.

Texto: Márcio Daudt / Assessora-Coordenadora de imprensa: Adriana Arend | imprensa@tjrs.jus.br

terça-feira, junho 04, 2019

Por irregularidades, Receita cobra R$ 1 bi de empresas

O órgão autuou, entre março e maio deste ano, 5.241 empresas devido a irregularidades no Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e na Contribuição Social sobre Lucro Líquido referentes ao ano-calendário de 2014. Agora, a Receita inicia ações relativas ao ano-calendário de 2015 – e a expectativa é que, em junho, devam ser enviadas cartas indicando inconsistências de R$ 1,5 bilhão no recolhimento e declarações de IRPJ e CSLL referentes ao período a 14 mil empresas. 

Pedidos de recuperação judicial sobem em maio

 O número de pedidos feitos em maio subiu 27,4% em relação a abril, de acordo com a Boa Vista SPC. Os pedidos de falência no mesmo período comparativo também subiram: 29,8%. Uma tendência de queda nos números, no entanto, pode ser observada no acumulado dos últimos 12 meses: os pedidos de recuperação judicial caíram 24,5% e os de falência, 15,2%.

A Possibilidade da Volta do Trabalho Escravo em Bento Gonçalves

             Em Bento Gonçalves, cidade conhecida como a capital nacional do vinho, casos de trabalho análogo à escravidão chocaram a opiniã...