A violência urbana tem de ser tratada como uma doença grave e terminal. Não podemos ficar tratando este câncer apenas com analgésicos. É necessário tratar criminoso como criminoso e cidadão como cidadão. Temos, momentaneamente, abandonar alguns conceitos de direitos humanos, fortalecer as instituições estatais e investir pesado em condições básicas nas áreas mais propensas a violência.
Temos que perceber o crime se organizou e tem mecanismos ágeis de cooptação, movimentação financeira e administração. A sua estruturação segue preceitos de empresas bem sucedidas, diversificando as suas atividades para dificultar um aparelho estatal complexo e burocrático perceber a sua atuação. Hoje vemos representantes governamentais e políticos a serviço destas organizações.
Vemos na falência estatal o campo fértil para proliferação e disseminação deste organismos criminosos que se infiltram em todas as esferas de poder. Percebemos o grau de conhecimento e esclarecimentos destes lideres, que dentro do sistema prisional, evoluíram intelectualmente e comandam um grande mercado de drogas.
Hoje existe em São Paulo, pessoas cursando faculdades de direito financiados pelo PCC, por dinheiro do narcotráfico. O limite dos tentáculos deste organismos não tem fim. Como combate-los passa por uma conscientização social que este problema endêmico tem de ser tratado como exceção e com atuação efetiva e consistente, sob pena de perdermos esta guerra.
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