Em sessão do Tribunal do Júri da Comarca
de Canoas encerrado nesta manhã (27/2), após 20 horas, três homens foram
condenados pelos assassinatos de Paulo César Raichaski e Solange de
Lima Vargas, casal que vivia em Içara, Santa Catarina, e outros crimes.
As vítimas foram mortas em 26/8/15, na cidade da região metropolitana
gaúcha, onde foram encontradas carbonizadas dentro de um automóvel.
Com o veredito dos jurados, as penas dos
réus foram definidas pela Juíza de Direito Betina Mostardeiro Mühle de
Constantino: João Marcelo Dias pegou 46 anos e meio de reclusão, Everton
Machado de Borba foi condenado a 45 anos e meio de reclusão, e Diego
Ribeiro recebeu pena de 40 anos, quatro meses e 15 dias de reclusão.
Todos deverão cumprir em regime inicial fechado.
Além da condenação por homicídio
triplamente qualificado (duas vezes), os réus foram considerados
culpados por associação criminosa armada, receptação (só Dias) e
extorsão (só Ribeiro).
Adiamento
Uma primeira sessão de julgamento chegou a
ser iniciada em 6/12/18, mas foi interrompida após cerca de 13 horas
por causa do mal-estar de uma das juradas.
O crime
A denúncia do Ministério Público apontou
Wladimir Luciano de Jesus Israel Zeferino como o principal articulador
dos crimes, mas ele morreu no decorrer da instrução do processo. Rodrigo
Schlichting de Ávila, também falecido, e Evandro Francisco Padilha,
foragido desde a época do fato também teriam participado da trama.
Conforme o MP a causa dos assassinatos
foi a insatisfação de Zeferino com as negociações com Paulo César
Raichaski pela compra de uma casa. O primeiro tencionava fazer parte do
pagamento mediante a entrega de um automóvel, condição que a vítima,
corretor de móveis, não aceitou.
Zeferino então sugeriu a Raichaski que
fosse a São Leopoldo para que fechassem o contrato. Alegando problemas
com o carro, o suposto comprador pediu que a vítima fosse buscá-lo em
casa para, então, irem ao tabelionato.
No local do encontro, o casal - Solange
de Lima Vargas acompanhara o marido na viagem - foi neutralizado,
espancado, roubado e mantido preso por algumas horas. Levadas a Canoas,
as vítimas foram colocadas dentro de um carro para serem queimadas. A
necropsia identificou a carbonização como causa da morte.
Rodrigo era apontado como ajudante direto
de Wladimir na preparação dos crimes, inclusive recrutando os demais
envolvidos mediante a promessa de recompensa com dinheiro.
EXPEDIENTETexto: Márcio Daudt
Assessora-Coordenadora de Imprensa: Adriana Arend
imprensa@tj.rs.gov.br
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