Canoas busca padrinhos afetivos
A
Comarca de Canoas está em fase de implementação do projeto
"Apadrinhar". A iniciativa possibilita que crianças e adolescentes com
poucas chances de serem adotados ou de retornarem para suas
famílias sejam apadrinhadas e, dessa forma, formarem vínculos afetivos
com os padrinhos ou madrinhas.
Pessoas
interessadas em serem madrinhas e padrinhos afetivos já podem procurar o
Juizado da Infância e Juventude de Canoas ou mandar um e-mail para apadrinharcanoas@gmail.com, manifestando a intenção. "A
meta é que até março possamos formar o primeiro grupo de interessados
para iniciarem encontros preparatórios ao apadrinhamento, semelhante à
habilitação à adoção", explica a Juíza de Direito Annie Kier HerynKopf,
da Vara da Infância e da Juventude de Canoas.
O
projeto é realizado em parceria com a Associação Rede Divina
Providência de Ação Social e Cidadania (REDIPASC), que acolhe as
crianças e adolescentes, e a Associação Elo, ONG responsável pelo
treinamento. "Antes do apadrinhamento, realizamos a capacitação dos padrinhos e dos futuros afilhados, incluindo dinâmicas com pedagogos", ressalta
Peterson Rodrigues, presidente da ONG, explicando que essa preparação
contribui para que nenhum dos envolvidos tenha frustrações durante o
processo.
Peterson foi padrinho afetivo
e acabou adotando Lucas
(Foto: Arquivo Pessoal)
e acabou adotando Lucas
(Foto: Arquivo Pessoal)
A
Elo atua em quatro cidades da região metropolitana de Porto Alegre,
sempre em parceria com faculdades de Psicologia da região. Peterson
fundou a ONG no ano passado, que também tem foco no apoio à adoção. Ele
mesmo já foi padrinho afetivo e acabou adotando o afilhado Lucas, hoje
com 10 anos. "Nesses
dois anos de apadrinhamento, passando férias inteiras comigo, fazendo
parte da família, passamos por diversas coisas que ultrapassam a relação
dindo/afilhado e chegou um momento que não havia mais sentido continuar
com essa distância", ele conta.
O
caso de Peterson, entretanto, é uma exceção, já que o apadrinhamento
afetivo é uma alternativa à adoção, e não uma etapa antecedente. Segundo
a magistrada, trata-se de "uma
possibilidade de proporcionar a crianças e adolescentes em acolhimento
institucional de longa duração e difícil colocação, vínculos afetivos e
sociais de qualidade, com pessoas que estão genuína e responsavelmente
dispostas a conviver com elas".
A
Juíza destaca ainda que as capacitações oferecidas por instituições
como a Elo são essenciais, pois, quando não há acompanhamento, "os
interessados muitas vezes não se sentem comprometidos e pensam estar
apenas fazendo uma 'boa ação', gerando expectativas nos acolhidos e
levando ao reiterado sentimento de abandono".
EXPEDIENTE
Texto: Thais Seganfredo
Assessora-Coordenadora de Imprensa: Adriana Arendimprensa@tj.rs.gov.br
Texto: Thais Seganfredo
Assessora-Coordenadora de Imprensa: Adriana Arendimprensa@tj.rs.gov.br


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