Interrogado trio acusado de latrocínio
em frente ao Colégio Dom Bosco
Os
três homens acusados de matar Cristine Fonseca Fagundes, em 25/8/16, em
frente ao Colégio Dom Bosco, na Capital, foram interrogados na manhã
desta quarta-feira (7/12). Na audiência de instrução, ocorrida no Foro
Regional do 4º Distrito, Zona Norte da cidade, também foram ouvidas duas
testemunhas de defesa. em frente ao Colégio Dom Bosco
Com isso, se encerrou a fase de instrução processual. Houve ainda duas audiências, nos dias 23 e 30/11, onde prestaram depoimento, respectivamente, 11 vítimas que foram assaltadas na tarde do crime pelos réus e cinco testemunhas arroladas pela acusação. Agora, o Ministério Público e as defesas têm prazo para apresentar memoriais (teses finais) e, depois, a Juíza emitirá a sentença.
Audiência, presidida pela Juíza Lourdes Helena, com a presença
de integrante do MP (E) e defensores dos réus (D), ocorreu no 4º Distrito
(Foto: Eduardo Nichele)
de integrante do MP (E) e defensores dos réus (D), ocorreu no 4º Distrito
(Foto: Eduardo Nichele)
Depoimentos
Um dos réus exerceu o direito de ficar em silêncio e não prestou depoimento. Os outros dois responderam aos questionamentos da magistrada, do Promotor de Justiça e das defesas. Ambos informaram que o objetivo era apenas praticar roubos e não "sair para matar".
Um deles, apontado com o autor do disparo que matou Cristine, declarou que o tiro não foi intencional. Alegou que quando anunciou o assalto, a vítima teria se assustado e pisado no acelerador do carro para fugir. Ele estava com o braço dentro do veículo e a arma acabou disparando acidentalmente. Depois disso, ele retornou para o Palio, que saiu em fuga. O trio teria discutido sobre o acontecido e abandonado o veículo e o seu proprietário próximo ao Country Club. Também declarou que foi a primeira vez que os três se reuniram para cometer os delitos.
Já o outro réu afirmou que o seu papel naquela tarde foi apenas dirigir o veículo utilizado para praticar os crimes.
Caso
Na tarde de 25/8/16, Cristine estava com a filha de 17 anos dentro do carro, um Honda Fit, na confluência entre as ruas Dr. Eduardo Chartier e Ari Marinho aguardando o filho caçula, quando foi abordada por um homem armado que acabou atirando na cabeça dela. O suspeito estava acompanhado de outros dois, que o aguardavam em um Fiat Palio vermelho que pertencia a outra vítima, mantida dentro do automóvel durante os crimes praticados pelo trio naquela tarde. O veículo e o seu proprietário foram abandonados pouco depois do latrocínio.
EXPEDIENTETexto: Janine Souza
Assessora-Coordenadora de Imprensa: Adriana Arend
imprensa@tj.rs.gov.br
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